Escola Básica e Secundária Sidónio Pais vence Campanha Green Cork 2019/2020

Nem só de más notícias se fez o ano 2020. Que o diga a Escola Básica e Secundária Sidónio Pais que, no final do ano, recebeu mais um prémio por ter alcançado o primeiro lugar na Campanha de Recolha de Rolhas Green Cork 2019/20.

Esta campanha, dirigida às escolas, tem como objetivo incentivar a comunidade educativa a desenvolver atividades de recolha de rolhas de cortiça usadas para reciclagem, aumentando a quantidade de rolhas recolhidas em Portugal e evitando, assim, que as mesmas acabem no lixo comum.

Através desta recolha, as rolhas de cortiça são recicladas poupando-se o ambiente. Além do mais, a associação Quercus (uma das organizadoras da campanha) reverte o valor angariado pela entrega das rolhas para a plantação de árvores de espécies autóctones.

Neste projeto participaram os alunos do segundo ciclo desta escola que fizeram um brilhante trabalho, conseguindo recolher 186 Kg de rolhas de cortiça usadas. Como reconhecimento pelo esforço voluntário dos seus alunos, a escola recebeu um prémio de 750 euros, que serão gastos em material didático. 

 

 

 

AFETOS EM TEMPO DE PANDEMIA

Os afetos que costumavam, na maior parte das vezes, ser expressos com beijos e abraços onde demonstrávamos o nosso calor humano passaram a ser manifestados de uma forma diferente devido nos tempos de incerteza em que vivemos, contribuindo assim, para o nascimento de uma onda de solidariedade e partilha.

Quando o vírus ataca a população, ataca com o dobro da força a parte desta menos favorecida. Dele, surge uma infeção que ameaça matar muito mais rápido: a pobreza. Não há dor de cabeça mais forte que a de quem vê o dinheiro faltar no final do mês e não há garganta mais seca que a de quem tem pratos vazios na mesa. Estes são outros  dos sintomas do vírus e são estes que têm atormentado centenas de famílias.

Foi por isso que os alunos do 12ºA da Escola Básica e Secundária de Vila Praia de Âncora, juntamente com as professoras Bárbara Paula e Helena Brás, resolveram transformar os afetos numa ação solidária.

Este projeto, realizado no âmbito dos Domínios de Autonomia Curricular (DAC), teve como objetivo o desenvolvimento das  capacidades de pesquisa, relação e análise da comunidade envolvente.

Próximos da época natalícia e com o agravamento das condições financeiras e sociais resultantes da pandemia da COVID-19 resolveram, por bem, desenvolver uma campanha de recolha de alimentos e produtos de higiene nas turmas do 7º ao 12º ano da nossa comunidade escolar.

Contaram, nesta iniciativa, com o apoio da Conferência de São Vicente de Paula (Conferência Vicentina), que indicou oito famílias de Âncora em situação de carência.

Com os  cabazes solidários, estes alunos contribuíram para que estas famílias tenham um melhor natal, livre de privações alimentares.

É importante destacar que a palavra solidariedade não pode ser apagada dos nossos dicionários individuais em nenhuma circunstância da nossa vida pois, como escreveu o célebre autor da obra “O Principezinho”, Antoine de Saint-Exupéry, “a verdadeira solidariedade começa onde não se espera nada em troca”.

 

Inês Ribeiro e Bruna Pinto – alunas do 12ºA VPA

 

 

Bibliotecas Escolares no E@D

Bibliotecas Escolares no E@D

Preparando-nos para cumprir à distância, neste 3º período, o papel das Bibliotecas Escolares do Agrupamento, atualizámos profundamente o nosso Portal Web, procurando facilitar a sua consulta e o acesso aos muitos recursos digitais que contém.

Autonomia e Flexibilidade Curricular no apoio ao E@D

Autonomia e Flexibilidade Curricular no apoio ao E@D

O excelente exemplo da escola pública, numa articulação com o município de Caminha e as autarquias locais de freguesia, tem sido já um elemento de referência na comunidade.
Na verdade, desde de Março que o agrupamento manteve em funcionamento a escola de acolhimento, recebendo diariamente alunos de diferentes níveis de ensino mesmo nos momentos mais difíceis da pandemia. Para além destes, garantiu a alimentação diária a membros da sua comunidade escolar, nos princípios regulamentados, e, à distância esteve, desde sempre, ininterruptamente, em ensino e acompanhamento dos seus alunos, retomando, no passado dia 18 de maio, as aulas presenciais dos 11°e 12° anos, mantendo ainda, até à data, um plano de apoio à preparação da avaliação externa (Exames), testemunhando um serviço público singular a que todos podem aceder logo que se matriculam neste agrupamento, desde o pré-escolar ao ensino secundário. Sem dúvida alguma que sem a ação do agrupamento, que se estendeu a todos os níveis e ciclos de ensino, e ainda ao pré-escolar, a comunidade teria dificuldades acrescidas, quer no confinamento, quer no desconfinamento.
Mas importa sobretudo fazer eco da multiplicidade das estratégias pedagógicas assumidas desde o final de segundo período até ao término do ano letivo, onde a autonomia e a flexibilidade curricular revelam ajustes a cenários diferenciados que, muito provavelmente, marcarão igualmente o próximo ano letivo. Desde do Vale do Âncora ao Coura-Minho, os exemplos de DAC (Domínio de Autonomia Curricular), particularmente assumidos em projetos de articulação interdisciplinar, somaram-se. O trabalho de articulação cruzou disciplinas de Oferta Complementar (Educação Patrimonial e Sustentabilidade) com Cidadania e Desenvolvimento, Expressão Plástica, Educação Visual, TIC, Matemática, Português, História, entre outras. Mas foi igualmente um trabalho que uniu a escola à comunidade, tornando-a ativa as dinâmicas de trabalho, orientado, pedagogicamente, pelos professores. Enfatiza-se, para além das famílias em geral, a intervenção particular de agentes locais, com destaque para as artes tradicionais, sobretudo associadas, direta, ou indiretamente, à agricultura e à pesca. 
Com a adaptação necessária ao plano de trabalho previsto para o terceiro período, destaca-se, a partir de Caminha, da escola sede do Agrupamento, o desenvolvimento das prendizagens transversais adstritos à sensibilidade estética e sustentabilidade ambiental, integrando a participação em atividades do projeto eco-escolas de valorização da reutilização de materiais. Num olhar atento ao entorno local, uma outra experiência ditou o estudo focado nas aprendizagens essenciais, tendo por referência a árvore, da escolha do aluno. Para além do conhecimento e da identidade local, na confluência das diferentes competências inerentes às diferentes tarefas e recursos, da fotografia à pesquisa, do desenho à pintura, do esboço à medição, da identificação à classificação das espécies,fica o registo da articulação presente em trabalhos produzidos pelos alunos que contribuíram para lhes garantir mais conhecimento e maior capacidade de interpretar o meio. 
Da Escola Básica e Secundária do Vale do Âncora, em Vila Praia de Âncora, outras experiências trouxeram os DAC para a ordem do dia das atividades escolares à distância. O trabalho não presencial obrigou à reconversão das atividades planificadas, ajustando-as à realidade vivida, não impedindo contudo que a centralidade dos projetos se perdesse. O Upcycling foi disso um exemplo. Inicialmente previsto para ser realizado a partir a recolha de  resíduos na Mata da Gelfa e na Praia, passou a ser feito com os resíduos recolhidos em casa, atingindo assim um outro nível de intervenção, evitando que muitos resíduos domésticos chegassem ao mar e à nossa costa, em geral.
Mas outras experiências partiram também da EBS do Vale do Âncora, na continuidade dada ao trabalho do período anterior. Na esteira da toponímia foram trabalhadas realidades históricas locais e nacionais, orientação, comunicação, texto e expressão, bem como o Risco, tema de Cidadania e Desenvolvimento, valorizando e promovendo ainda a criatividade dos alunos através da produção de bandas desenhadas, não esquecendo a vertente científica promovida em disciplinas como as Ciências Naturais ou a Físico-Química, atravessando domínio do Som e da Luz.
Mas as experiências ditaram também o envolvimento da pesca, com a colaboração, pela partilha à distância, do pescador Noé Guimarães, e, ao nível agrícola, na representante de encarregados de educação de turma, Alexandra Vaz.
Uma vez mais, pela ação abnegada do agrupamento, medida na entrega pedagógica dos seus docentes e na disponibilidade para a aprendizagem dos seus alunos, a par da colaboração com a comunidade e as instituições locais, de forma muito particular das autarquias (Juntas e Câmara Municipal) e das famílias, fica a partilha de experiências que testemunham a importância da escola pública no concelho de Caminha.
Vila Praia de Âncora e Caminha, dispõem assim, pelos exemplos dados, de uma ampla e rica oferta para toda a sua comuidade, desde o pré-escolar à conclusão do ensino secundário, oferecendo o Agrupamento público de escolas do concelho um ensino de proximidade, capaz e dinâmico, preparado para as novas realidades que se aproximam.

JCR | GabComAESP
Trabalhar e estudar a partir de casa

Trabalhar e estudar a partir de casa

Apesar dos condicionalismos provocados pela Covid19 e a sequente suspensão das atividades letivas presenciais, nem por isso professores e alunos do agrupamento deixaram de trabalhar e contactar. BibEscolar

Pesquisa